Entre ou
cadastre-se

Gênero: Ferramenta de desconstrução da Identidade

Felipe Nery introduz-nos no processo sistemático de desconstrução da civilização ocidental que leva ao esvaecimento dos conceitos de verdade e natureza. Uma expectativa pragmática por resultados reduz ao esquecimento ou, pior, ao aniquilamento a busca por princípios perenes. Nery aponta para os efeitos da manipulação linguística do gender nas mentes e na percepção da realidade. Opondo-se a todo essencialismo, a indefinição ontológica e axiológica do gender impõe o projeto de um homem novo, que, em sua busca exacerbada por autonomia, é destituído de qualquer dignidade.

José Eduardo de Oliveira e Silva : denuncia o escopo político do gender: a implantação de uma anti-civilização, cuja conditio sine qua non é a eliminação da família e sua substituição pela escola, principal aparelho de reprodução ideológica. Na genealogia do gender, o pontapé inicial é representado por A origem da família, da propriedade privada e do Estado, de Engels, cujas intuições são assimiladas pelo feminismo de 1970.

Domenico Sturiale :reconstrói a complexa trama dialógica de Problemas de gênero. Contrapõe quem defende, sem comprovação científica alguma, a existência de identidades de gênero múltiplas e instáveis, decorrentes do livre-arbítrio ou de causas exclusivamente socioculturais, a quem comprova cientificamente a existência de causas biológicas para uma identidade de gênero masculina ou feminina, sem excluir o livre-arbítrio ou fatores socioculturais. 

Alexandre Semedo de Oliveira e Daniel Serpentino: nos recordam que, apesar de serem diferentes, homens e mulheres perante a lei têm os mesmos direitos e deveres, pois são seres humanos com igual dignidade. A ideologia de gênero, no entanto, quer nos convencer de que não há diferenças inerentes ao ser homem e ao ser mulher, pois seu pressuposto é que toda diferença implica desigualdade. 

Liliana Bittencourt: a partir de Platão e Aristóteles, da LDB e do princípio de subsidiariedade, advoga a prioridade da família sobre o Estado no que cabe à educação dos filhos. De fato, na ordem histórica, sociedade e família antecedem o Estado. O indivíduo se realiza na família como pessoa, e não como mão de obra ou peça substituível de um sistema produtivo. A reflexão proposta por Bittencourt tem relevância especial num momento histórico em que se discute a introdução de uma Base Nacional Comum Curricular que fere tanto o federalismo brasileiro quanto o interesse legítimo da família de escolher o tipo de educação para sua prole.

R$ 45,00

31 in stock

Simulação de frete

Aproveite e veja também

Informações do produto

Description

Esta obra reúne uma série de contribuições de teóricos e agentes das áreas do direito e da educação sobre políticas públicas de implementação da perspectiva de gênero na educação brasileira.

Additional information

Dimensions 14 × 1,00 × 21 cm

Reviews

There are no reviews yet.

Only logged in customers who have purchased this product may leave a review.